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Três regras de ouro para o mercado de Segurança - Parte II - Treinamento, Controle e Correção

Três regras de ouro para o mercado de Segurança - Parte II - Treinamento, Controle e Correção


Apesar de complexo, entender segurança pode ficar mais fácil se houver uma compreensão clara sobre as três regras básicas do bom gerenciamento.

No último artigo publicado, iniciamos uma série de textos a respeito do que considero as “três regras de ouro” do mercado de Segurança Privada. O primeiro tema discutido foi o “Planejamento”, e como ele influencia no sucesso ou no fracasso de um sistema de segurança. Nesse artigo veremos a importância do treinamento, controle e correção.

Treinamento: É fundamental em qualquer projeto de segurança. Concluído o planejamento, os gestores devem assegurar que o sistema projetado na teoria funcione também na prática. O treinamento obrigatório pela Polícia Federal, realizado a cada dois anos é chamado de reciclagem. A reciclagem é muito importante, mas um pouco generalista. Cada equipe de segurança também deve ser treinada levando em consideração as características do cliente aonde presta serviço, trabalho que tem melhor índice de aproveitamento quando realizado em loco. Os envolvidos no processo devem ser orientados de forma clara para não terem dúvidas de suas responsabilidades e da importância do seu trabalho perante o cliente e a equipe que pertencem.

Controle: como verificar se as medidas propostas estão funcionando de acordo com o planejamento e como assegurar que os conceitos abordados no treinamento sendo praticados no campo. A resposta vem com ferramentas de controle, que devem seguir cronogramas visando verificar falhas em toda a estrutura de segurança, checando desde equipamentos até as rotinas de segurança. A criação de check-lists é fundamental para controlar eficientemente o sistema de segurança em todas as suas variáveis. A tabulação de incidentes e rotinas também é uma excelente ferramenta de controle.

No processo de controle, o ideal é contar com o trabalho de um consultor de segurança, que não esteja diretamente ligado a operação. Um profissional que analisa o sistema de fora tem mais condições de testá-lo em busca de falhas estruturais ou de procedimentos.

Correção: A partir da analise das informações de controle, o gestor de segurança saberá exatamente onde atuar para corrigir os erros ou simplesmente para elevar o nível de segurança. Em novos projetos de segurança esse trabalho é primordial para a “sintonia fina” do sistema, afinal após a implantação do sistema, e durante todo o período de adaptação, são necessários alguns ajustes.

Em projetos mais antigos esse trabalho também é necessário, porem é preciso ter um foco um pouco diferente. O próprio gestor de segurança ou um auditor externo revisam, desde o princípio, todo o projeto de segurança, mas não em busca de erros de operação, e sim visando identificar mudanças que ocorreram ao logo do tempo e que alteraram os parâmetros iniciais. Ou seja, riscos que eram importantes, se modificam e deixam de ser relevantes. Em contrapartida, surgiram novas vulnerabilidades, que devem ser analisadas e tratadas. É um processo cíclico, que precisa ser feito com periodicidade.

No próximo artigo, trataremos do último dos três tópicos, que é o atendimento a legislação da Polícia Federal. Até lá!

Gabriel Tinoco

DSE, ASE, CES, Administrador de empresas pela PUC-SP. Pós-graduado em planejamento e controle empresarial pela FAAP-SP. Pós-graduado em gestão estratégica em segurança empresarial pela Universidade Anhembi Morumbi. MBA em Direção Empresarial pela Universidade Pontifícia Comillas de Madrid – Espanha. Formado na 1ª turma do curso de gestão e controle da segurança privada pela Fundação Brasileira de Ciências Policiais da Polícia Federal. Master em PNL. Certificado de especialista em segurança pela ABSO e pela ABSEG. Sócio Administrador do Grupo Muralha.